Um dos lugares mais mágicos da Chapada dos Veadeiros é a cachoeira Santa Bárbara.Ela encanta porque é praticamente escondida na mata e tem aquela água cristalina verde esmeralda de impressionar. É considerada uma das cachoeiras mais bonitas (e fotogênicas) do Brasil, e me deixou apaixonada e com vontade de voltar para a chapada só por mais uma horinha lá.
Uma das atrações mais visitadas na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, é o Vale da Lua. E o que lá tem de tão especial? A energia é bem diferente, e as pedras do lugar têm uma cor cinza que parece a superfície da lua. O rio São Miguel passa entre as rochas, formando três piscinas que podem ser visitadas na época de seca.
O Vale da Lua é uma propriedade particular que cobra R$ 20 de entrada, e o visitante precisa preencher dados como nome, endereço e telefone de emergência. A trilha até as pedras é bem tranquila de, aproximadamente, uns 600 metros.
A trilha do Vale da Lua: região foi atingida por incêndios
Como fui logo após o incêndio, em novembro de 2017, parte da vegetação estava bem queimada e, em alguns lugares, o solo ainda estava quente. Foi bem triste ver, mas ao mesmo tempo, ver as mudinhas saindo do chão dá aquela sensação de gratidão por a natureza ser tão perfeita.
Vegetação do Vale da Lua depois do incêndio
Como chegar ao Vale da Lua?
Saindo de Alto Paraíso, o Vale da Lua fica na direção do Parque Nacional e da Vila de São Jorge. Basta pegar a Rodovia GO-239 e seguir até a placa que indica a estradinha de terra que é preciso percorrer até chegar ao vale. Na entrada, logo no estacionamento, há barraquinhas que vendem salgados, refrigerante, água e água de coco.
Para visitar o vale é fundamental ir com calçado apropriado, levar repelente e filtro solar. As piscinas são bem fundas e cheia de pedras. O lugar costuma fechar quando chove pelo perigo de tromba d’água. É preciso muito cuidado no local porque as pedras são escorregadias e uma queda pode ser fatal. Fiz uma pesquisa nos jornais locais e encontrei vários casos de pessoas que morreram ao cair das pedras ou afogadas nas piscinas do Vale. Ou seja, todo cuidado é pouco.
Cuidados e dicas
Vi pessoas de todas as idades por lá, incluindo crianças. Mas eu não levaria crianças justamente pelo perigo. Apesar de ser uma atração aparentemente tranquila, é preciso muita atenção para caminhar nas pedras. Há cordas alertando por onde não andar, mas, ainda assim vi pessoas se arriscando em locais proibidos e tirando selfies na ponta das pedras.
Você pode combinar o Vale da Lua com outro passeio. No meu roteiro, fiz o vale pela manhã e, à tarde, a Fazenda São Bento onde visitei as cachoeiras Almécegas I e Almécegas II. Outra opção é ir em Loquinhas ou conhecer a cachoeira dos cristais.
E aí, encantado e curioso para conhecer esse lugar?
Vale da Lua
Rodovia GO-239, km 29, s/nº – Zona Rural, Alto Paraíso de Goiás, Goiás.
A Chapada dos Veadeiros é daquelas belezas naturais que todo brasileiro precisa conhecer. Localizada no estado de Goiás, entre as cidades de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante e Colinas do Sul, é um lugar místico, lindo e cujas principais atividades turísticas são as trilhas e os banhos de cachoeira. Sou mais adepta das viagens urbanas, mas depois de ver tantas fotos lindas da cachoeira Santa Bárbara – e de me encantar com o verde esmeralda da água – eu decidi que a chapada entraria na minha lista de prioridades para este ano.
Foi só encontrar uma amiga disposta a encarar a chapada com disposição que marquei a viagem no feriado de finados. Decidi tudo duas semanas antes, contrariando minha própria recomendação de blogueira: a de planejar para economizar. Foram cinco dias – de quinta-feira a segunda-feira – para reenergizar e aprender a amar o cerrado. A região tem centenas de cachoeiras. Então, não consegui ver tudo, mas com organização (e fôlego) conheci bastante coisa.
A Chapada é um região bem mística e, por lá, você encontrará muitos cristais e também espaços com massagens relaxantes, retiro espiritual e meditação. Ah..o sinal de celular só pegava na cidade, e a internet só com a TIM.
O turista que visita a Chapada pode ficar em três locais: na cidade de Alto Paraíso de Goiás, na cidade de Cavalcante ou no distrito de São Jorge. Optei por Alto Paraíso porque era mais próximo das cachoeiras que eu visitaria e porque as pousadas estavam mais baratas e a cidade tem um pouco mais de estrutura. Cavalcante tem opções mais rústicas como camping e a Vila de São Jorge, na entrada do Parque Nacional, tem ótimas opções para todos os bolsos: de hostels a resorts.
Na Vila de São Jorge, bem na entrada do Parque Nacional, conhecemos a Pousada Bambu Brasil que é simplesmente um sonho de hospedagem. Por lá há muitos campings, mas também pousadas que são verdadeiros resorts de luxo no meio do cerrado.
Pousada Bambu Brasil: opção de hospedagem em Vila de São Jorge
Como chegar?
Como saímos do Rio de Janeiro, pegamos um voo da Gol cedinho para Brasília e, de lá, alugamos um carro para chegar na chapada. Há quem alugue carros menores (1.0, 1.4, por exemplo). A dica é pegar um veículo potente para aguentar as estradas de barro. A estrada é muito boa, mas é preciso tomar cuidado com animais e à noite não há iluminação. A viagem demora cerca de 3 horas e o ideal é sair cedinho para aproveitar o dia.
A beleza da estrada entre Brasília e Alto Paraíso
Saindo do aeroporto de Brasília é preciso dirigir pela rodovia BR-010 até Alto Paraíso de Goiás e, então, seguir pela GO-239. As duas estradas são bem sinalizadas e com o asfalto perfeito. O perigo é porque não há acostamento e, no fim da tarde, muitas pessoas andam pela beira da estrada. A dica é baixar os mapas de área offline do Google Maps para conseguir rodar pelas cidades já que a internet não funciona.
Quando visitar?
Segundo o Instituto Chico Mendes (ICMBio), normalmente, o período de seca vai de maio a outubro e as chuvas se estendem de novembro a abril. Este ano a Chapada sofreu com uma grande queimada que atingiu ¼ da área preservada. Já está tudo reaberto para visitação, mas é triste pensar em quanto da nossa fauna e flora foram destruídos.
Cachoeira Candaru: um paraíso escondido no Engenho II, em Cavalcante
Custos da viagem
A viagem para a Chapada não é muito barata. Isso porque além da passagem aérea você gastará com combustível (gastamos cerca de R$ 400) e aluguel do carro. A dica é alugar com a Rent Cars que faz a busca em várias locadoras mostrando a mais vantajosa.
A entrada nas cachoeiras custa a partir de R$ 10. Para conhecer Santa Bárbara é preciso contratar um guia credenciado junto ao ICMBio. Eles cobram de R$ 100 a R$ 150, dependendo do número de pessoas e cachoeiras que você quiser visitar. Nos restaurantes em Alto Paraíso gastávamos de R$ 30 a R$ 50 reais por refeição.
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Antes de ir, fiz a cotação com duas grandes agências de turismo da região. Algumas oferecem um pacote com transfer de Brasília e hospedagem, cobrando cerca de R$ 2.500 para cinco dias, por exemplo, incluindo hospedagem e passeios. Cada passeio avulso com a agência custa de R$ 500 a R$ 850.
Minha conta em viagens é sempre de “100 dinheiros”, especialmente em lugares que não conheço e não sei os custos certinhos. Na chapada não foi diferente e até sobrou grana, mas é importante levar dinheiro porque em Alto Paraíso de Goiás só há duas agências bancárias: uma do Itaú e outra do Banco do Brasil.
Mas a do Banco do Brasil nem tinha caixa eletrônicos por medo de assalto, enquanto a do Itaú tinha sido alvo de uma quadrilha que explodiu dois dos três caixas. Ou seja, perrengue ficar sem dinheiro. O ideal é pagar restaurantes no cartão e trilhas/ passeios no dinheiro para não ter problemas.
Essa foi minha principal dúvida porque eu não tinha a menor ideia de como era a cidade. Os locais são bem simples, então esqueça salto e nada de muito luxo. Levei uma mala de mão (10kg) e uma mochila. Cometi o erro de levar um tênis que eu não usava há muito tempo e, no meio da trilha, o bichinho começou a descolar.
Foi tenso, mas terminei a trilha de chinelo e, no dia seguinte, peguei um tênis emprestado com a amiga que viajava comigo. Então, a primeira dica é: nunca leve um tênis que você não usa faz tempo ou um tênis que você nunca usou porque ele pode machucar seu pé. Outra coisa importante é levar lanchinhos e água para as trilhas.
O que levei na mala:
– Tênis confortável para passeios pela cidade
– Tênis para trilha
– Sandália rasteirinha
– Chinelo (levava sempre para a trilha também)
– Roupas leves de praia, toalha ou canga
– Chapéu, óculos de sol, repelente, protetor solar e protetor labial.
– Três shorts, quatro blusas leves para a trilha e uma calça de ginástica
– Uma calça jeans
– Quatro blusas mais arrumadinhas
– Três vestidos leves
– Um casaco para a noite e uma blusa de manga
– Câmera, câmera a prova d’agua e saquinho para proteger o celular
Look da Chapada dos Veadeiros: roupas leves, tênis, óculos, repelente e filtro solar
Preciso de vacina para visitar a chapada?
Sim! A orientação é tomar a vacina da Febre Amarela com, no mínimo, dez dias de antecedência da viagem.
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Roteiro de quatro dias pela Chapada dos Veadeiros
A Chapada dos Veadeiros tem muitas cachoeiras. Então, nunca única viagem é impossível conhecer todos os lugares, e tudo dependerá também do seu preparo físico. Há quem faça as trilhas mais leves em 30 minutos e quem faça em uma hora. Eu prefiro fazer menos coisas aproveitado mais cada lugar.
O Parque Nacional da Chapada tem as maiores trilhas e, por isso, preferi conhecer as atrações menores primeiro. Numa segunda visita – e com mais preparo físico – certamente vou explorar o parque. Veja o que fiz no feriado:
Dia 1: Chegada a Brasília às 9h, check-in na pousada às 13h e visita à Cachoeira dos Cristais
Bem-vindos! Meu nome é Diana Figueiredo. Sou jornalista, amo viajar e já visitei 21 países. Moro em Paris, na França, e aqui você aprende a economizar em viagens e a viajar sem ciladas!