A cidade que eu mais amo já não me ama mais

A primeira cidade que visitei na Europa. Aquela que me faz se sentir bem. Aquela que me faz chorar quando eu volto pra casa. Aquela que já pensei um milhão de vezes de chamar de casa. Que já chamei de casa num lapso do coração. E que me encanta com sua polidez e grandeza. Bem diferente do Rio de Janeiro – que já nasci amando – Londres é o lugar que escolhi para amar, mas Londres não me ama mais.

A cidade até optou por ficar na União Europeia, mas a votação do #Brexit conseguiu os votos necessários para sair do bloco nas demais cidades do Reino Unido. Agora, eu já não vou ser mais tão bem-vinda na cidade que amo. Ninguém sabe como vai será daqui para frente, mas, mesmo de longe, sinto que o Reino Unido ficou mais isolado e esnobe.

A primeira vez que visitei a Inglaterra foi com meu passaporte brasileiro e precisei explicar para os oficiais de imigração o que ia fazer no país e quanto dinheiro tinha. Depois, fui bem recebida em todas as outras vezes com o passaporte brasileiro e, melhor ainda, com o meu passaporte europeu.

Mas os relatos preconceituosos, racistas e nacionalistas que tenho lido de jornais estrangeiros (Independent e Mirror) me assustam. “Vá para casa”, “Arrume as malas” e “Deixe a Inglaterra branca de novo” foram algumas das frases ditas a estrangeiros nos últimos dias. É assustador. Virou falta de amor.

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